“Não se enganem, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.” – Tiago 1.16‑18
A carta de Tiago, tantas vezes acusada de não abordar a graça de Deus, guarda uma das declarações mais preciosas sobre o novo nascimento: fomos gerados voluntariamente pelo Pai, por meio da palavra da verdade. Não foi nossa escolha, não foi nosso esforço – foi graça. E essa palavra viva e poderosa continua agindo.
Mas Tiago nos alerta: a mesma palavra que gera pode ser desperdiçada quando permanecemos apenas ouvintes passivos. O perigo do autoengano é real. Por isso, o convite é acolher com mansidão a palavra implantada e, sobretudo, praticá‑la. A fé bíblica não se contenta com cultos emocionantes; ela se prova no cuidado semanal uns com os outros.
Imagine uma comunidade na qual os irmãos realmente se ouvem, lembram dos que estão sumidos, olham para os tristes, para quem está a sós. Uma Igreja que não se fecha em bolhas espirituais. Que se enxerga como parte do trabalho de Cristo no mundo, durante a semana. Que não apenas ouve a palavra, mas se olha no espelho da lei perfeita e age na vida diária.
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